Para a Upp de Políticas II fomos a Travesseiro para executar a cartografia da cidade, proposta do trabalho das cidades reais. Travesseiro é uma cidade pequena de 2.314 habitantes com IDH de 0,8 com economia de 72% em cima da agropecuária. Lá entrevistamos o ex secretário e a atual secretária da saúde, uma enfermeira muito engajada na luta do SUS e alguns moradores. Logo mais iremos apresentar um pequeno vídeo com estas entrevistar e assim será possível uma melhor cobertura da viagem.
Blog construído para a UPP de tutoria que visa trazer com suas postagens em textos, imagens e outras mídias, expressar minhas experiências e formação como ser sanitarista ao longo do curso de Bacharelado em Saúde Coletiva.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Oficina de bonecos em aula
Nesta tutoria tivemos o prazer de explorar os nossas habilidades manuais, digo prazer pois eu já sou bem aventurada e não encontrei dificuldades em explorar o proposto pela Profª. Stela, que ficou responsável desta tutoria após o Prof. Frederico acidentar-se. Das opões ofertadas escolhemos executar o boneco sexuado, com muitos intervalos entre as aulas e ousadia: decidi fazer o meu de croché, ou é crochê?
Comecei tendo em vista dar vida a uma DragQueen, afinal sou da geração RuPaul's DragRace e para quem não conhece (Ru)Paul é uma celebridade DragQuen podre de famosa nos Estados Unido e agora tem um realty show com Drag's, acredito que ele seja uma figura importante lá pois desde os anos 80 ele atua na tv com sua figura feminina , tem aceitação e tenta sempre promover mais ainda a causa.
Porém comecei a explorar mais a capacidade do meu boneco e pensei, por que não ser os dois? Foi muito divertido, fui começando a aplicar o cabelo de outra cor e ver como a identidade é definida por tão pouco. Importante falar que com o curto prazo passei a levar minha criação às aulas, pedindo sempre autorização dos professores, e seguindo com o trabalho.
Isso permitiu que eu inserisse nos meus pequenos devaneios de lã os meus colegas, até cheguei a ensinar a Anna a fazer croche (^ ou ´) enquanto esperávamos nosso transporte. Além de muito divertido, colhi muitas ideias para minha criação, de figurino, de cabelo, de nomes e recebi auxílio da Lara nas partes íntimas.
Acredito que foi a parte mais significante deste trabalho foi a união da turma para desenvolver seus projetos e interação, cada um ajudava-se conforme podia, algo que havia perdido-se ao decorrer do semestre.
Após o corpo e as definições de gênero, veio a correria: a roupa, como criar uma roupa masculina e feminina e masculina ao mesmo tempo em um corpo só sem ser costurada? Roberto e Bianca mais uma vez me desafiavam, sim, esses são os nomes do boneco. "Por que não os dois", lembra? Então de um lado temos Roberto e do outro temos Bianca, mas se Roberto foi Bianca ou Bianca foi Roberto, ou se são siameses com um transexual, ou se Bianca é DragKing, fica na mente de cada um. Isso para todo mundo pensar como é difícil definir o que é um corpo, uma pessoa, mesmo ela possuindo genitais e vestindo-se conforme gênero atribuído. Falando de RuPaul's e gênero, vou deixar essa música da Alaska Thunderfuck que fala sobre amar corações e não partes, inspirada num relacionamento com uma mulher trans. Não deixem de conferir, a letra e tradução segue abaixo.
Comecei tendo em vista dar vida a uma DragQueen, afinal sou da geração RuPaul's DragRace e para quem não conhece (Ru)Paul é uma celebridade DragQuen podre de famosa nos Estados Unido e agora tem um realty show com Drag's, acredito que ele seja uma figura importante lá pois desde os anos 80 ele atua na tv com sua figura feminina , tem aceitação e tenta sempre promover mais ainda a causa.
Porém comecei a explorar mais a capacidade do meu boneco e pensei, por que não ser os dois? Foi muito divertido, fui começando a aplicar o cabelo de outra cor e ver como a identidade é definida por tão pouco. Importante falar que com o curto prazo passei a levar minha criação às aulas, pedindo sempre autorização dos professores, e seguindo com o trabalho.
| A proposta de café contra a proposta de seguir o trabalho com a lã entrelaçada em suas orelhas. |
| Venceu a lã entrelaçada. |
| Ninguém sai ileso. |
Após o corpo e as definições de gênero, veio a correria: a roupa, como criar uma roupa masculina e feminina e masculina ao mesmo tempo em um corpo só sem ser costurada? Roberto e Bianca mais uma vez me desafiavam, sim, esses são os nomes do boneco. "Por que não os dois", lembra? Então de um lado temos Roberto e do outro temos Bianca, mas se Roberto foi Bianca ou Bianca foi Roberto, ou se são siameses com um transexual, ou se Bianca é DragKing, fica na mente de cada um. Isso para todo mundo pensar como é difícil definir o que é um corpo, uma pessoa, mesmo ela possuindo genitais e vestindo-se conforme gênero atribuído. Falando de RuPaul's e gênero, vou deixar essa música da Alaska Thunderfuck que fala sobre amar corações e não partes, inspirada num relacionamento com uma mulher trans. Não deixem de conferir, a letra e tradução segue abaixo.
Resultado final:
| Até a próximo projeto maluco! |
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
1º Seminário Internacional CECAPAS de Direitos Sexuais e Saúde Sexual
Ocorreu no dia 22 de setembro, o 1º Seminário Internacional CECAPAS de Direitos Sexuais e Saúde Sexual no Centro de Eventos Plaza São Rafael. Apesar da intensa chuva, o dia foi incrível apenas pelas vivências compartilhadas. Para relatar com mais fidelidade os irei separar por palestrante. Concluo que foi uma experiencia muito inusitada, de aprendizado e contato com realidades bem distintas da minha, resta muito a ser feito na área da promoção e educação sexual estimulando a saúde sexual.
Hoje possui o Nupex, grupo de estudo no assunto, contou da experiencia de ser madrinha da parada gay de sua cidade e convidou a todos para estudarmos mais sobre educação sexual.
Doce senhora! Todos possuímos sexualidade e a exalamos a todo instante, a existência do desejo é um fato e que nem nós nem familiares de pessoas com deficiência devem negar esta existência.Muitas vezes a família de um deficiente, seja físico ou mental, acaba infantilizando o deficiente por acha-lo incapaz de sentir desejo ou de ser desejado. Devemos sempre desconstruir nossas barreiras em cima de nossa sexualidade em busca do auto-conhecimento e permitir que o outro próximo a nós também pratique este exercício, seja deficiente o não, e em caso de ser fornecer todo o apoio para isto.
Dr. Eliane Rose Maio
Tema: A educação à saúde sexual é um direto humano e promove à saúde. Como fazer?
Foi um grande prazer ouvir Eliane, compartilhou conosco a sua historia como acadêmica e evolução no meio das representações pelos direitos sexuais. Quando estava cumprindo o seu estágio obrigatório de Psicologia (com muito custo de ser aprovado pois sua universidade era privada e a escola em iria estagiar era publica) onde presenciou um caso de abuso sexual de um menino de 8 anos. O caso havia sido encaminhado a ela pois o menino não tirava a mão do pênis durante as aulas e masturba-se constantemente, não sabendo muito o que fazer conversou com a mãe do menino e aconselhou-a de tentar dar banho nele e assim descobriu a cueca toda manchada de sangue e que o menino era constantemente violentado pelo avô. A mãe contou a professora e pediu sigilo pois não sabia como proceder, o avô foi confrontado e fugiu com a criança. Eliane conta que a partir deste caso que começou a investigar educação e saúde sexual para que casos assim não se repetissem. Hoje possui o Nupex, grupo de estudo no assunto, contou da experiencia de ser madrinha da parada gay de sua cidade e convidou a todos para estudarmos mais sobre educação sexual.
Lícia Peres
Tema: Direto sexual e violência contra a mulher. Soluções possíveis.
Apesar que pegar partes da fala de Lícia, pude aprender como ela trás toda uma bagagem lutas no feminismo. Comentou sobre como a posição política de um país não necessariamente implica no machismo pois cuba possuía, na época em que visitou, uma população consideravelmente machista e de que como mulheres todas mulheres deviam ter acesso a um curso de defesa pessoal como ela.
Dr. Antonio Carlos Gerbase
Tema: Direitos Sexuais e Saúde Sexual para OMS/UNESCO
Expôs os conceitos que a OMS/UNESCO têm sobre sobre saúde sexual (coloco a seguir) e deixou claro que as atitudes promoção são de caráter fundamental para melhor saúde sexual através da educação sexual. Em comparação com Brasil, disse que os países europeus possuem educação sexual na escola porem de uma maneira mais biológica e conservadora, à medida que conversamos que no Brasil não havia nenhum tipo de educação sexual.
Maria Elena Villa Abrille
Tema: Direitos Sexual de pessoas com Diversidade Funcional, a existência do desejo é um fato
Doce senhora! Todos possuímos sexualidade e a exalamos a todo instante, a existência do desejo é um fato e que nem nós nem familiares de pessoas com deficiência devem negar esta existência.Muitas vezes a família de um deficiente, seja físico ou mental, acaba infantilizando o deficiente por acha-lo incapaz de sentir desejo ou de ser desejado. Devemos sempre desconstruir nossas barreiras em cima de nossa sexualidade em busca do auto-conhecimento e permitir que o outro próximo a nós também pratique este exercício, seja deficiente o não, e em caso de ser fornecer todo o apoio para isto.
Silvina Peirano
Tema: Assistente Sexual para pessoas com Diversidade Funcional, quem faz?
Silvina nos explicou o contato de terapeuta sexual e como esta profissão é importante para a saúde das pessoas deficientes. Levou um masturbador(masculino) inusitado que era utilizado por pessoas com as mãos incapacitadas, pois possui uma tira que pode ser amarrada no pulso. Reforçou os dizeres de Maria Elena que todos possuímos desejos e temos direitos a sentir prazer, um terapeuta sexual é apenas um facilitador neste processo, embora muitas vezes confundido com um profissional do sexo.
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